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Quando dissemos não

Não estamos aqui para levar todas as compras até ao notário. Se surgir algo durante a pesquisa, a negociação ou a diligência prévia que altere o significado da compra, informamo-lo. Por vezes recomendamos negociar. Por vezes esperar. E, por vezes, não comprar de todo. Quatro imóveis, quatro razões diferentes para não prosseguir como planeado.

Nem todo o bom negócio é aquele que se concretiza

Quatro imóveis, quatro razões diferentes para não prosseguir como planeado. Não havia nada de errado com o primeiro apartamento, e esse é o objetivo da secção, não uma exceção à mesma.
ImóvelO que mudou a decisãoResultado
Apartamento · Mijas · 495.000 €Uma votação do condomínio sobre arrendamentos de curta duração estava na agenda poucos dias depois da reserva, e o arrendamento era a razão da compra.Espere, depois não compre. O sinal de reserva foi devolvido.
Novo empreendimento · Estepona · 720.000 €Não havia nada de errado com o imóvel. Por esse preço, havia alternativas que ofereciam ao cliente mais daquilo que era importante.Não faça a reserva. O cliente comprou noutro local.
Imóveis usados · Marbella · 1.100.000 €O lote vizinho permitia uma construção de até três pisos onde existia uma moradia antiga de um só piso. A vista desafogada era aquilo que justificava o preço.Não compre.
Moradia · Marbella · 4.000.000 €O que estava construído no lote não correspondia integralmente à documentação, e era necessário verificar o estatuto de partes da casa.Suspenda a compra até que o vendedor esclarecesse a situação.
Duas das quatro já estavam reservadas ou prestes a sê-lo. Parar nesse momento é mais difícil do que nunca começar, e é a única fase em que a maior parte do que consta desta página pode ser encontrada.

01 · Apartamento, Mijas, 495.000 €

O apartamento correspondia ao orçamento e à forma como o cliente pretendia utilizá-lo. O arrendamento de curta duração fazia parte do plano. O imóvel já estava reservado e o cliente tinha pago o sinal de reserva.
A agenda da próxima reunião do condomínio
Em conjunto com o advogado, apurámos que deveria realizar-se uma reunião do condomínio pouco depois da reserva e que estava prevista na agenda uma votação sobre os arrendamentos de curta duração.
O que essa votação poderia fazer à compra
A informação que estava prestes a decidir se a compra fazia sentido não constava de todo do anúncio.
O que fizemos: recomendámos não prosseguir automaticamente apenas porque o imóvel já estava reservado. Aguardámos o resultado da votação.O resultado: a votação não permitiu aquilo com que o cliente contava, pelo que recomendámos não avançar com a compra. O sinal de reserva foi devolvido e o cliente desistiu do negócio.O cliente não evitou apenas uma má compra. Também não perdeu o sinal de reserva.

02 · Novo empreendimento, Estepona, 720.000 €

O cliente gostou do projeto e a unidade específica correspondia à maior parte dos requisitos. Ao mesmo tempo, havia pressão para decidir rapidamente, porque já não restavam muitas unidades semelhantes.
Preço, orientação, distribuição, vista e condições do projeto
Comparámo-los com as outras opções disponíveis no mercado naquele momento, dentro de um orçamento semelhante.
O problema era o próprio apartamento
Não era. Um imóvel não tem de ser mau para deixar de fazer sentido a determinado preço. Por 720.000 €, encontrámos alternativas em que o cliente obtinha mais daquilo que realmente lhe importava.
A nossa recomendação: não reservar a unidade apenas por receio de que desaparecesse. Em vez disso, mostrámos ao cliente alternativas concretas e explicámos em que aspetos cada uma era melhor dentro de um orçamento semelhante.O que aconteceu: o cliente não reservou a unidade por 720.000 €. Continuámos a pesquisa e, por fim, escolheu outro imóvel que correspondia ao que realmente esperava da compra. A decisão resultou da comparação entre aquilo que o orçamento poderia efetivamente comprar, e não da pressão relacionada com a disponibilidade."A última unidade disponível" é um motivo para o vendedor decidir rapidamente. Não necessariamente para o comprador.

03 · Imóveis usados, Marbella, 1.100.000 €

Por 1,1 milhões, o imóvel parecia fazer sentido à primeira vista. Boa localização, vista desafogada e um preço interessante em comparação com ofertas semelhantes. Foi por isso que o apresentámos ao cliente como uma das opções.O que se podia ver no local: diante do imóvel existia uma moradia antiga de um só piso. A vista a partir do terraço era, por isso, desafogada, e nada indicava que a vista fosse o problema.
Não é o que está hoje diante da casa
Juntamente com o advogado, verificámos o lote vizinho e o que poderia ser construído nele.
O que poderá estar legalmente lá amanhã
A moradia antiga de um só piso atualmente existente não corresponde ao que o lote permite. No seu lugar, poderia ser construída uma moradia de até três pisos.
Isso alteraria fundamentalmente a vista desafogada, que era uma das principais características que o cliente estava a pagar neste imóvel.O que mudou: o preço de 1,1 milhões passou subitamente a parecer diferente. O cliente não estaria apenas a comprar o apartamento atual e a vista atual. Estaria também a comprar o risco de uma das principais vantagens do imóvel mudar fundamentalmente quando algo fosse construído.O resultado: recomendámos ao cliente que não comprasse. O que inicialmente parecia uma oferta muito interessante por 1,1 milhões deixou de fazer sentido a esse preço depois de o lote vizinho ter sido verificado.Pode ser uma informação exterior ao próprio imóvel a alterar completamente a razoabilidade do seu preço.

04 · Moradia, Marbella, 4.000.000 €

Uma moradia concluída com um elevado padrão de qualidade. A casa aparentava não necessitar de obras significativas e o cliente estava preparado para avançar com a compra.
O estado efetivo do imóvel face à documentação disponível
Durante a diligência prévia jurídica e técnica, comparámos os dois elementos. O que estava construído no lote não correspondia integralmente ao que estava comprovado na documentação.
Partes e alterações da casa
Era necessário verificar o estatuto jurídico e administrativo de algumas delas. Num imóvel deste valor, não aconselhámos o cliente a assumir essa incerteza apenas porque a casa estava concluída e tinha bom aspeto.
O que fizemos: com o advogado e um especialista técnico, definimos com precisão o que precisava de ser comprovado ou corrigido e transmitimos os requisitos ao vendedor. Tornámos o passo seguinte dependente da clarificação do estado real e documentado do imóvel antes da conclusão da compra.O resultado: o cliente não teve de escolher entre comprar e não comprar às cegas. Enquanto não ficou claro exatamente quais seriam as suas responsabilidades jurídicas, recomendamos que não prosseguisse com a transação. Assim, o risco permaneceu com o vendedor, em vez de ser transferido para o cliente no momento da assinatura.Com um orçamento elevado, não verificamos menos por o imóvel parecer bem construído. Verificamos mais, porque um erro custa mais.
Francamente

Por vezes, o mais importante é saber quando não comprar

Verificamos o que pode ser verificado. Dizemos-lhe o que encontrámos e o que isso significa para a compra. Se algo fundamental não estiver em conformidade, recomendamos que não prossiga, mesmo quando já decidiu comprar.Estes são os nossos próprios relatos de casos reais. Não publicamos nomes de clientes, datas, moradas ou projetos, e omitimos os detalhes que pudessem identificar alguém. Cada caso indica o tipo de imóvel, a localidade, o preço e o que alterou a decisão, para que possa avaliar o raciocínio por si próprio.Também não são uma afirmação de que detetamos tudo. Três dos quatro casos foram descobertos por um advogado independente ou por um especialista técnico no exercício das suas funções, o que constitui um argumento a favor de os contratar, e não a nosso favor. O que fizemos foi garantir que a verificação ocorria antes de o dinheiro mudar de mãos e, depois, explicar claramente o que a descoberta significava para a compra.E esta não é uma página sobre Espanha ser perigosa. Um imóvel pode ser inteiramente bom e, ainda assim, deixar de fazer sentido quando se conhece mais um facto. O Caso 01 é o exemplo mais claro disso: não havia nada de errado com o apartamento.Nenhuma destas quatro compras foi concluída, pelo que nenhuma nos rendeu qualquer valor. Esse é o teste honesto do modelo de honorários e é a razão pela qual esta página existe, em vez de ser apenas um parágrafo sobre os nossos valores.

Perguntas frequentes

Com que frequência dizem realmente a alguém para não comprar?
Não publicamos uma taxa. O que publicamos são os próprios quatro casos, com o tipo de imóvel, a localidade, o preço e o que alterou a decisão. O raciocínio é a parte que vale a pena avaliar.
Teria perdido o meu sinal no primeiro caso?
Nesse caso, o sinal de reserva foi devolvido, porque o contrato de reserva estabelecia o que lhe aconteceria se a diligência prévia revelasse algum problema. É precisamente por isso que as condições de devolução devem constar do contrato antes de o sinal ser pago, sendo este o único pagamento que fica fora do sistema de garantias.
Cobram pelo trabalho quando uma compra é interrompida?
Não. Nada é devido pela pesquisa, pelas visitas, pela negociação ou pelo tempo despendido. Se a compra não se concretizar, não surge qualquer comissão em lado algum, pelo que não há nada a pagar-nos.
Teria sido possível a um advogado, sozinho, descobrir tudo isto?
Um advogado descobriu a reunião da comunidade e, com um especialista técnico, a discrepância na documentação da moradia. A verificação do lote no caso 03 resultou de uma pergunta que alguém teve de se lembrar de fazer, e a comparação no caso 02 não era sequer uma questão jurídica. A diligência prévia jurídica e a representação do comprador respondem a perguntas diferentes, e a segunda não substitui a primeira.
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